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domingo, 28 de dezembro de 2008

A flor e a promessa

"Quem acreditou No amor, no sorriso, na flor Então sonhou, sonhou... E perdeu a paz... O amor, o sorriso e a flor Se transformam depressa demais."
               
Tom Jobim
       
A flor esquecida entre as páginas de um livro qualquer, engavetada na memória adormecida, caíra no chão seca, pálida, muda. Colorindo com mais cinza a tarde nublada.
A promessa recortada contra um fundo de ingratidão, desmaiara na lembrança.
A flor embebida de velhos rancores.
A promessa cortada ao meio, deixando a mesquinhesa de um amor mal resolvido.
A flor com a aspereza do espinho cravando no peito a dor.
A promessa ferida pelo tempo, fazendo do eterno - o breve, do sempre - o nunca.
A flor com aromas de incerteza.
Pois é, então restou de nós um conto de amor sem ponto final, meia promessa, flor murcha.
A promessa desabrochando amarguras. A flor - quebrada.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Promessas

"Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba..."

     
Legião Urbana
     
Mãos dadas. Salpicos de luz no olhar. Sorrisos faceiros. Uma valsa de borboletas no estômago. Beijos adocicados.
O céu era um manto negro cravejado de estrelas cintilantes - as mais travessas, intrometiam-se entre nós. A Lua, a opala gigante, era testemunha das nossas promessas.
Promessas de amor eterno. Promessas de felizes para sempre. Promessas de eternizar o momento.
Mas o tempo, esse atroz implacável, quebrou as nossas promessas. Rompido o trato, nossas promessas viraram poeira do tempo.
Desavisados de que o 'para sempre' é mais breve ainda.
E o nosso 'sempre' agora é 'nunca' - nunca mais, não mais...