"Eu me agarrei às coisas que eu não podia ter imaginado - como o cheiro dele."
Stephenie Meyer
Um véu de neblina veste a noite soturna. Sobre o céu enegrecido desenrola-se um manto de veludo cinza. Um veludo que fere meus olhos como um espinho. O cinza poda a beleza tímida da noite silenciosa. A Lua Nova adorna com singeleza o manto aveludado, deixando escapar uma nesga de luz tremeluzente. A luz bailarina adentra o quarto sorrateiramente pelas frestas da janela. E dança serena... A convite da luz, a brisa gélida vem dançar com meus cabelos, e os pensamentos esvoaçam com a brisa. Uma nuvem cor de café encobre a Lua e a franzina chama de brilho apaga-se. Um sereno escorre do céu tristonho. E a noite compõe solidão dentro de mim.
O coração suspira saudade. O pensamento tagarela com o travesseiro. A saudade embebeda a memória fazendo desmaiar as lembranças tontas. Minhas mãos te procuram entre os lençóis áridos da tua companhia. O corpo grita em silêncio teu nome. Ao meu lado só o vazio de um adeus. E as paredes amarelecidas espiam tua ausência. Ausência que o silêncio dedilha.
No rádio uma voz grave cantarola '[...] Eu me visto de saudades/ Do que já não somos nós...' E eu me fantasio de ontens perdidos, histórias desbotadas. Eu me agarro às recordações minúsculas de nós dois. Detalhes que aos poucos o tempo foi borrando. Minúcias de amor. Detalhes às vezes mesquinhos. Recordações solitárias da companhia da tua memória.
O teu perfume numa carta esquecido vem abraçar meu olfato. Levita no ar um aroma de lembranças. Inebria o coração, entorpece a alma, alucina a memória. Eu me agarro às recordações amiúdes como o teu cheiro escondido nas entrelinhas da carta. Os detalhes miúdos agigantam-se cá dentro. Detalhes pequeninos que crescem quando fecho os olhos e penso em ti. A memória rega com lembranças a muda de detalhes que ficaram de ti.
Adormeço com teu cheiro acariciando-me, sussurrando ao pé do ouvido o perfume de um tempo bom, aconchegada no que restou de nós dois - detalhes [...]
O teu perfume numa carta esquecido vem abraçar meu olfato. Levita no ar um aroma de lembranças. Inebria o coração, entorpece a alma, alucina a memória. Eu me agarro às recordações amiúdes como o teu cheiro escondido nas entrelinhas da carta. Os detalhes miúdos agigantam-se cá dentro. Detalhes pequeninos que crescem quando fecho os olhos e penso em ti. A memória rega com lembranças a muda de detalhes que ficaram de ti.
Adormeço com teu cheiro acariciando-me, sussurrando ao pé do ouvido o perfume de um tempo bom, aconchegada no que restou de nós dois - detalhes [...]