"Ainda dá tempo de mudar de rumo, partir de repente, mochila nas costas, rumo aos montes desconhecidos..."
Sylvia Plath
Sylvia Plath
Como se fosse Sol e Lua num encontro envolvente e inebriante, tu e eu juntos novamente enfeitados com saudade, abobalhados de ternura, amarelecendo as velhas lembranças.
Como se fosse uma estrela solitária cintilando na imensidão de um céu negro acinzentado, cintilou nos teus olhos feridos pelo sal das lágrimas estrelas pequeninas, sorridentes...
Como se fosse uma estrela solitária cintilando na imensidão de um céu negro acinzentado, cintilou nos teus olhos feridos pelo sal das lágrimas estrelas pequeninas, sorridentes...
Como se fosse uma flor torta desabrochando em meio à pedrinhas ponte-agudas, desabrochou na tua face enrugada de dor um riso manso fazendo esconder as marcas de desilusões.
Como se fosse um raio de luz alaranjado misturando-se ao azul pálido do fim de tarde, uma alegria incontida corou tuas bochechas antes embebecidas de sofrimento.
Como se fosse uma folha de outono que desprende-se da árvore, baila no ar e cai desajeitosamente sobre o tapete envelhecido, tuas mãos desprenderam-se do medo, bailaram na incerteza e desajeitadas procuram as minhas.
Como se fosse as ondas do mar acariciando a areia da praia, teu toque inundou minha pele de amor.
Como se fosse um pássaro procurando aconchego no calor do ninho, teus braços vieram ao encontro do meu abraço para aquecer o frio da solidão.
Como se fosse um beija-flor que após o inverno sai à procura da mais linda flor para deliciar-se com teu doce, teus lábios procuraram os meus para amenizar o gosto acre que fica das decepções.
Como se fosse o vento soprando melodicamente sua canção, aveludando o ar com a leveza do teu canto, tua voz soprou silenciando a ausência a nossa canção há muito tempo engavetada na memória do coração.
Como se fosse uma chuva incessante confessando teus segredos para o chão, tu sussurraste ao pé do ouvido as confissões mais adocicadas.
Como se fosse um arco-íris colorindo o céu nublado após uma longa chuva, a vida veio de novo colorir com nuances quentes nosso amor emoldurado com saudade.
E como se fosse o Sol despedindo-se da Lua com um belo pôr-do-Sol, convidando-a para um próximo encontro, tu sorriu aquele sorriso largo, embora não escondesse os olhos marejados de tristeza, e disse com a voz trêmula 'Vem! Amanhã o Sol nascerá novamente... Vem! Ainda dá tempo de mudar de rumo, recomeçar...'
Caramba... Texto de arrncar o fôlego. Quem ser a Sylvia??
ResponderExcluiradorei teu blog!
beijão