"Um pensamento me fará
Uma louca tempestade...
Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim [...]"
Ana Carolina
Uma louca tempestade...
Eu quero ser uma tarde gris
Quero que a chuva corra sobre o rio
O rio que por ruas corre em mim [...]"
Ana Carolina
Tarde taciturna. Cinzenta. Nublada. Envolta em uma calmaria inebriante. Uma cortina de neblina encobria a tarde. Nuvens negras caminhavam por um céu azul esvaecido. O Sol desbotado debruçara-se sonolento no poente. Uma linha cor de chumbo arrematara o horizonte misturando-se ao azul infindo do mar. Sob o céu adormecido repousava em silêncio a areia da praia. O mar sereno beijava em ondas ternas incessantemente a areia da praia.
Um manto sombrio e frio começara a desenrolar-se. Relâmpagos e trovões anunciavam o fim da calmaria costurando uma raivosa tempestade. A areia da praia girava em redemoinhos de inquietação. O mar agitava-se furioso agredindo a areia da praia. O manto negro acinzentado que cobrira o céu transformava sua ira em pingos violentos. Uma chuva mal humorada começara a cair impaciente.
E eu era como aquela tarde taciturna...
Envolta em calmaria encobrindo uma tempestade. Silenciosa. Cinzenta. Uma alma nublada. Nuvens negras passeavam por um coração esvaecido. Olhos coloridos com uma alegria desbotada arrematando a paisagem com melancolia. Pensamentos em relâmpagos de tempo tagarelando trovões. O fim de uma calmaria agoniante, o começo de uma tempestade pacificadora. O meu ser girava em redemoinhos de desassossego. O mar de incertezas que dentro de mim fazia moradia desejava ser rio e correr por entre as ruas do meu corpo desaguando em serenidade. O manto acinzentado que cobria meus olhos começara a chover... Eu me banhei na minha tempestade. A minha face ficara umedecida com o cinza que escorria dos meus olhos.
A minha tempestade me acalmava alucinadamente... Às vezes eu não suportava aquela calmaria agoniante e antes que eu me sufocasse, eu chovia... Eu era toda tempestade... Talvez um dia possa ser Sol...
Um manto sombrio e frio começara a desenrolar-se. Relâmpagos e trovões anunciavam o fim da calmaria costurando uma raivosa tempestade. A areia da praia girava em redemoinhos de inquietação. O mar agitava-se furioso agredindo a areia da praia. O manto negro acinzentado que cobrira o céu transformava sua ira em pingos violentos. Uma chuva mal humorada começara a cair impaciente.
E eu era como aquela tarde taciturna...
Envolta em calmaria encobrindo uma tempestade. Silenciosa. Cinzenta. Uma alma nublada. Nuvens negras passeavam por um coração esvaecido. Olhos coloridos com uma alegria desbotada arrematando a paisagem com melancolia. Pensamentos em relâmpagos de tempo tagarelando trovões. O fim de uma calmaria agoniante, o começo de uma tempestade pacificadora. O meu ser girava em redemoinhos de desassossego. O mar de incertezas que dentro de mim fazia moradia desejava ser rio e correr por entre as ruas do meu corpo desaguando em serenidade. O manto acinzentado que cobria meus olhos começara a chover... Eu me banhei na minha tempestade. A minha face ficara umedecida com o cinza que escorria dos meus olhos.
A minha tempestade me acalmava alucinadamente... Às vezes eu não suportava aquela calmaria agoniante e antes que eu me sufocasse, eu chovia... Eu era toda tempestade... Talvez um dia possa ser Sol...
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