"Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato."
Lewis Carroll
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato."
Lewis Carroll
O caminho fez-se labirinto. A viagem, fuga. A procura, inútil. O encontro, desencontro. As perguntas fizeram-se pedras. As respostas, poços sem fundo. A chegada fez-se derrota. A partida, arrependimento. Os recomeços fizeram-se fins. Perdi-me nos becos do meu coração. Na rua da ilusão que faz esquina com a rua da realidade, abandonei-me. Fiquei à margem de mim mesma. Fugi da outra que eu abrigava. Cortei caminho, peguei atalhos, fiquei dando voltas e voltas em torno do nada. Por onde começar a procura se eu não sabia o que desejava encontrar? E cada encontro era um desencontro de vontades. Perdi-me buscando a mim. Uma nova pergunta era pedra atirada no caminho, tropeçei diversas vezes, despenquei outras tantas no meu abismo. Mergulhei até o fundo do ser tentando montar meu quebra-cabeça de respostas. Sufoquei em cada chegada com o perfume das vitórias mesquinhas à alma. Afundei a alma em derrotas maqueadas com falsas vitórias. Vesti o corpo com vitórias coloridas fantaseando o preto e branco das derrotas. Feri-me na aspereza do arrependimento que abrigava as despedidas. O corpo partia em navios da razão, a alma ficava esquecida em portos de solidão. Ensaiei recomeços seguidos de fracassos, sempre fiquei tão perto de chegar a lugar nenhum. E todo novo começo era também um outro fim.
E um dia finalmente entendi, depois de tanto procurar um caminho - O MEU CAMINHO, que a resposta estava na pergunta, "Para onde eu quero ir?" essa pergunta seria a resposta para o meu enigma, se eu respondesse essa pergunta então saberia que caminho deveria seguir. A minha procura era inútil porque eu não sabia onde queria chegar. Numa manhã de céu azul-felicidade, com pedacinhos de nuvens de algodão doce espalhados por ele, avistei um Sol amarelo-ouro sorridente me convidando para um bom dia espreguiçando-se ainda no horizonte, pensei quero ir para onde tenha um Sol sorridente colher pingos de luz... Meu caminho fez-se sobre relva verde-esperança com flores à margem e felicidade serenando toda hora...
Janete,
ResponderExcluirmuito lindo o seu texto, me caiu quase como uma luva. Esses trechos são perfeitos em mim:
"O encontro, desencontro"
"Sempre fiquei tão perto de chegar a lugar nenhum"
E sobre Alice... eu ainda não sei aonde quero chegar, mas já tenho certeza de dois luguras aonde não quero estar. kkk Isso é um avanço! kkk
Continue escrevendo.
Isabella.
Isabella obrigada pelos comentários, e se vc já sabe onde não quer estar é, com certeza já um passo! =D
ResponderExcluirobrigada novamente pelos comentários...
Janete!!!!!
ResponderExcluirSim, eu sou muuuuuuuuuito fã do C.F Abreu!!!
Meu escritor preferido!!!!!!
Os textos dele me tocam de uma forma que não sei explicar!!! Parece que ele escreveu algo para cada coisas que vivenciamos!
Fantástico!
Ahhh, e eu adoro Alice no país das maravilhas!!
Esse trecho que vc postou do livro é um dos meus preferidos! ^^
E volto a dizer: vc tem muito talento para escrever! =)
Beijão!
Quase sempre ficamos a um passo de lugar nenhum, sem lembrar de que podemos desviar a rota e chegar onde desejamos ir... Desde que estejamos cientes desse desejo.
ResponderExcluirA propósito, eu amo Alice no País das Maravilhas. Lewis Carrol foi um gênio nessa obra. Estou louca para ver o filme!
"Perdi-me nos becos do meu coração. Na rua da ilusão que faz esquina com a rua da realidade, abandonei-me."
ResponderExcluirAs vezes também me perco em meu caminho, talvez porque também não saiba qual seguir...Mas ainda assim, eu vou e vou...Não te preocupes se teu caminho ainda lhe é meito turvo, apenas desfrute-o, seja como for!
Lindo aqui moça, tô seguindo, tá?! :*